
A gestão da folha de pagamento sempre foi um dos pilares da
administração de uma empresa. Responsável por remunerar colaboradores, calcular
encargos, tributos e benefícios, ela é também uma das áreas mais auditadas e
que mais geram risco de passivos trabalhistas, especialmente quando há mudanças
legais ou interpretações diferentes da legislação.
Em 2026, observa-se um movimento importante de
atualização das regras trabalhistas que impacta diretamente a rotina da folha.
Assuntos como controle de jornada em feriados e pontos facultativos, trabalho
remoto (home office), banco de horas, acordos coletivos e gestão de absenteísmo
passaram a exigir atenção redobrada por parte das empresas, principalmente para
PMEs, que muitas vezes contam com equipes enxutas e departamentos pessoais
limitados.
Este artigo traz as principais mudanças, suas implicações e orientações
práticas para que sua empresa esteja em conformidade e evite surpresas no
decorrer do ano.
1. O novo contexto legal da folha de pagamento em 2026
Mesmo sem uma reforma da CLT propriamente dita, várias
atualizações e interpretações legais vêm sendo consolidadas ao longo dos
últimos anos e passam a impactar a rotina prática do Departamento Pessoal em
2026. Entre os pontos que vêm ganhando relevância estão:
a) Controle de jornada em feriados e pontos facultativos
O controle de jornada continua obrigatório em qualquer
situação em que haja imposição de horário ou fiscalização de presença.
Nos casos de trabalho em feriados ou pontos facultativos, a empresa deve estar
preparada para:
- garantir
o registro correto das horas trabalhadas;
- aplicar
o regime de compensação (banco de horas) quando permitido em acordo
coletivo;
- pagar
eventuais adicionais quando não houver compensação válida.
b) Work from home (home office) e controle de jornada
O trabalho remoto deixou de ser uma alternativa emergencial
da pandemia e consolidou-se no ambiente empresarial. Com isso, é fundamental
que:
- exista
contrato formalizado prevendo regime de trabalho remoto;
- a
empresa estabeleça regras claras sobre controle de jornada, quando
aplicável;
- sejam
definidos limites de responsabilidade sobre despesas;
- haja
clareza sobre metas, entregas e indicadores de produtividade.
2. Banco de horas e acordos coletivos: como funcionam
agora
Banco de horas
O banco de horas é uma ferramenta eficiente para
flexibilizar a jornada de trabalho, desde que esteja previsto em acordo ou
convenção coletiva de trabalho. Para que ele seja válido, é preciso:
- formalizar
por escrito o acordo com o sindicato da categoria;
- estabelecer
regras claras de compensação e prazos;
- implementar
controle efetivo de horas acumuladas e compensadas;
- observar
os limites máximos permitidos por lei.
Sem um acordo coletivo válido, o banco de horas pode ser
considerado irregular e gerar passivos trabalhistas.
Acordos coletivos
Os acordos coletivos se tornaram ainda mais importantes para
PMEs que desejam ter flexibilidade sem cair em irregularidade. Eles permitem:
- estabelecer
regimes diferenciados de jornada;
- criar
mecanismos próprios de compensação;
- definir
critérios de trabalho em feriados e pontos facultativos;
- alinhar
expectativas entre empregador e empregados.
Contar com orientação jurídica ou contábil especializada
para elaborar e acompanhar acordos coletivos é essencial para evitar
interpretação equivocada da legislação.
3. Gestão de absenteísmo: como proteger sua folha
O absenteísmo (faltas, atrasos e ausências) frequentes impacta
diretamente o controle da folha e aumenta os custos trabalhistas. Para
gerenciá-lo de forma eficaz:
- implemente
política interna clara de frequência e justificativas;
- combine
metas, horários e flexibilidade com regras objetivas;
- utilize
ferramentas de ponto eletrônico ou digital;
- invista
em comunicação interna e formação de equipes.
A falta de controle pode gerar pagamentos indevidos,
reflexos em férias ou 13º salário, além de expor a empresa a questionamentos
trabalhistas.
4. Quais são os principais impactos para sua empresa em
2026
Fiscal e financeiro
- Possibilidade
de encargos adicionais por erros de controle;
- Necessidade
de provisionamento correto para férias, 13º, INSS e FGTS;
- Reflexos
diretos no fluxo de caixa quando há pagamentos retroativos.
Trabalhista
- Risco
de autuações por irregularidades no controle de jornada;
- Ações
judiciais por pagamento indevido ou não compensado;
- Penalidades
por desrespeito à legislação de trabalho remoto ou feriados.
Contábil
- Integração
entre folha e sistemas fiscais (DCTFWeb, EFD-Reinf, eSocial);
- Maior
necessidade de acompanhamento e conferência de informações;
- Impacto
nas obrigações acessórias e declarações periódicas.
5. Como sua empresa deve agir
1. Atualize seus contratos de trabalho
Inclua cláusulas específicas para trabalho remoto e banco de horas.
2. Defina regras claras de controle de jornada
Implante ou revise sistemas de ponto, especialmente com home office ou horários
flexíveis.
3. Formalize acordos coletivos quando necessário
Consulte sindicatos para adaptar jornadas e compensações.
4. Integre folha com sistemas fiscais e contábeis
A falta dessa integração gera retrabalho e inconsistências.
5. Conte com apoio especializado
A legislação é detalhada e varia conforme a categoria, porte e atividade. É
essencial contar com orientação técnica para evitar riscos.
Enfim, a Folha de Pagamento 2026 exige mais estratégia e
precisão.
A Folha de Pagamento nunca foi apenas um item operacional.
Em 2026, ela se consolida como um fator estratégico da gestão empresarial,
influenciando compliance, resultados financeiros e clima organizacional.
Quem encara essa área com seriedade, organização e apoio
especializado, evita custos desnecessários, riscos trabalhistas e mantendo a
conformidade com as mudanças legais.
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